O gringo era carioca

Está em votação no Congresso a medida provisória pela qual estrangeiros poderão ser donos e controladores de companhias aéreas brasileiras.

Mas já não pode? – perguntará o leitor acostumado, por exemplo, a voar pela Azul. O dono é o norte-americano, David Neeleman, que havia fundado três companhias aéreas nos EUA, uma das quais a revolucionária JetBlue. A brasileira Azul foi sua quarta, criada em 2008.

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O pior da América Latina

Nada menos que 72 milhões de latino-americanos escaparam da pobreza nos primeiros 14 anos deste século 21. Em especial, no período que vai de 2003 a 2008, quando a região viveu o auge das exportações de alimentos, petróleo e minérios, o boom das commodities, a vida melhorou rapidamente para muita gente: a cada ano, 8 milhões de pessoas deixavam de ser pobres. De 2009 a 2014, o processo continuou, mas em ritmo menos intenso: 5 milhões por ano superando a linha de pobreza, medida por uma renda diária de até 4 dólares. Nos dois últimos anos, com a desaceleração econômica, o número de pobres voltou a aumentar na América Latina. E este é o grande risco para a região – conforme diz o Relatório de Desenvolvimento Humano para a América Latina, produzido pelas Nações Unidas.

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Começar de novo

A parte animadora da história: Ilan Goldfajn, novo presidente do Banco Central, cravou o compromisso de restabelecer o básico tripé de política econômica, com meta de inflação, equilíbrio das contas públicas e taxa de câmbio flutuante.

A parte triste: o país já havia se beneficiado dessa combinação de estabilidade e crescimento até que Dilma Rousseff resolveu desmontar o tripé com sua nova matriz.

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De pior a mal

Tem jeito. Quer dizer, há receitas econômicas disponíveis, e o governo Temer montou uma equipe capaz de executá-las

Sempre há um jeito de ver a cena econômica pelo lado positivo. Não se trata de torturar os números, mas, ao contrário, de aplicar um tratamento de beleza. O desemprego está em alta e os salários em queda? Ok, isso vai ajudar na derrubada da inflação. Faz sentido, não é mesmo? Se as pessoas não estão comprando, os preços não podem subir.

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Choque e convencimento

Michel Temer não terá vida fácil no Congresso e na sociedade para aprovar as reformas que começa a propor. Mas o que seria mais difícil, isso aqui no Brasil, ou tentar votar, na França, a extensão da jornada semanal de trabalho de 35 para 39 horas, sem aumento de salário?

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Começando o ajuste

O governo Temer precisa demonstrar logo de cara que está empenhado na busca do equilíbrio das contas públicas. Não basta anunciar um programa de reformas de médio e longo prazo, incluindo a da Previdência, embora isto seja necessário. A nova administração tem de mostrar ação praticamente imediata no combate ao déficit que vai herdar do governo Dilma.

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Tem jeito

Para voltar a crescer de maneira sustentada, ou seja, por vários anos seguidos, o Brasil não escapa de uma série de reformas estruturais. Pois esse é o problema, dizem. A cultura política brasileira não favorece esse tipo de reformas, ao contrário, bloqueia.

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Enterrar de novo o populismo

Os governos petistas sempre tiveram como meta fortalecer as estatais como o melhor meio de combater as propostas de privatização, reais ou imaginárias. Importante esta última ressalva porque, a rigor, privatizar a Petrobrás nunca entrou na pauta política brasileira.

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