CBN - Podcast

Análise das novidades dos cenários econômicos brasileiro e mundial. De segunda a sexta.
  1. Economia espera rapidez na solução de nova crise de Temer

    Sentimento entre os atores econômicos reais é de tristeza. Conversando com microempresários, pequenos investidores e outras pessoas, percebe-se que o ambiente era de recuperação e retorno do investimento. O pior seria se o presidente ficasse enrolando, enrolando... No entanto, não podemos anular uma delação ou investigação só porque faria bem ao país.
  2. Presença de Temer pode gerar instabilidade econômica

    As denúncias vão se avolumar e o número de inquéritos tende a crescer. O governo se tornou inviável e não possui capacidade administrativa. No ponto de vista econômico, a permanência de um presidente investigado elimina a eficiência de qualquer política.
  3. Temer busca agora aliados para se sustentar no governo

    Agora, Temer é investigado. Isso muda a natureza do governo. Antes, ele buscava aliados para aprovar as reformas. No momento, ele procura aliados para se manter no cargo. O Supremo Tribunal Federal deve divulgar hoje o conteúdo das delações dos donos da JBS.
  4. O que é a pior coisa que pode acontecer à economia?

    Governo Dilma tinha uma condição econômica deteriorando e a perspectiva era que nada seria feito. Agora, Temer passa a viver a mesma situação. Ele é contestado pela população, tem sido enfraquecido politicamente e agora é investigado. Instabilidade é fatal para a economia, já que o empresário não investe quando não sabe o que vai acontecer. Pelos próximos meses, o Planalto terá muita dificuldade para operar e dialogar com os mercados.
  5. Governo Temer perdeu toda a capacidade de agir

    A situação acontece não apenas com as reformas econômicas, mas também com a administração. As ações da Eletrobras estavam em alta pela expectativa da reestruturação do setor elétrico, mas os papéis caíram mais de 20% nesta quinta-feira. O recuo indica que a reforma não vai sair.